A Indústria 4.0 no agronegócio já aparece em silos, secadores, sistemas de irrigação, máquinas conectadas, sensores e controles automatizados.
A transformação digital no campo não acontece apenas com drones ou inteligência artificial. Ela também acontece onde grãos são recebidos, armazenados, movimentados e processados.
Por isso, a fronteira entre agricultura e indústria ficou menor. Fazendas, cerealistas, cooperativas e agroindústrias operam processos cada vez mais conectados.
O que significa Indústria 4.0 no agronegócio?
A ideia vem da indústria e combina automação, sensores, internet das coisas, análise de dados, inteligência artificial e integração entre sistemas.
Na agricultura, essa combinação também recebe os nomes de Agro 4.0 ou agricultura digital.
Na prática, isso significa transformar informações da operação em decisões mais rápidas e precisas.
A tecnologia já chegou ao produtor brasileiro
Uma pesquisa da Embrapa mostrou que 84% dos produtores entrevistados utilizavam pelo menos uma tecnologia digital em seu sistema produtivo.
O levantamento ocorreu em 2020 e foi publicado em 2021. Além disso, o aumento da produtividade apareceu entre os principais benefícios percebidos.
Esse número, porém, exige contexto.
A pesquisa considerou desde internet e aplicativos até ferramentas digitais mais sofisticadas. Portanto, os 84% não representam apenas automação avançada.
Mesmo assim, o dado ajuda a mostrar como a tecnologia já entrou na rotina de muitas propriedades brasileiras.
Da lavoura ao silo: onde a automação entra?
Imagine uma unidade de armazenagem recebendo grãos durante a safra.
Nível, temperatura, vazão e funcionamento dos equipamentos precisam ser acompanhados continuamente.
Com sensores e automação, a equipe consegue monitorar essas variáveis e responder mais rápido aos desvios.
Além disso, motores, transportadores, ventiladores e sistemas de exaustão podem trabalhar conforme a necessidade real do processo.
Assim, a automação ajuda a reduzir desperdícios, melhorar a confiabilidade e organizar a operação.
Em sistemas de transporte pneumático, por exemplo, engenharia e controle precisam trabalhar juntos. Caso contrário, aumentam as perdas de carga e o consumo energético.
A lógica da Indústria 4.0 também aparece na manutenção.
Um equipamento pode sinalizar alterações de temperatura, consumo ou funcionamento antes de uma falha mais grave.
Dessa forma, a equipe ganha informação para planejar intervenções, em vez de simplesmente reagir quando a operação para.
Conectividade ainda é parte do desafio
Tudo isso depende de infraestrutura. Por isso, a conectividade continua sendo uma barreira importante para ampliar a Indústria 4.0 no agronegócio brasileiro.
O Ministério da Agricultura informa que mais de 70% das áreas rurais ainda não contam com acesso à internet.
Um estudo do MAPA e da Esalq avaliou o impacto econômico dessa expansão.
Segundo o estudo, elevar a cobertura rural de 23% para 48% poderia aumentar em 4,5% o Valor Bruto da Produção Agropecuária.
Além disso, o MAPA informou que uma linha do FUST captou R$ 400 milhões para conectividade rural em 2024.
Os investimentos envolveram projetos de 4G, 5G, fibra óptica e rádios digitais.
Portanto, ampliar a conectividade também abre espaço para a manutenção remota, sensores conectados e acompanhamento da operação em tempo real.
Indústria 4.0 não significa automatizar tudo
Comprar tecnologia sem entender o processo pode apenas digitalizar um problema antigo.
Primeiro, é preciso identificar gargalos, riscos e pontos de perda. Depois, a engenharia define onde a automação realmente gera valor.
Em algumas operações, o ganho pode começar pela modernização de um painel elétrico.
Em outras, a prioridade pode estar no controle de motores, bombas, ventiladores, transportadores ou sistemas de exaustão.
Além disso, projetos bem planejados conseguem integrar novos equipamentos à infraestrutura existente.
Assim, a evolução tecnológica pode acontecer por etapas e acompanhar as necessidades e investimentos de cada negócio.
Como a Santec participa dessa transformação?
A Santec desenvolve soluções de engenharia e automação industrial aplicadas às demandas do agronegócio e da agroindústria.
A atuação inclui automação de processos, painéis elétricos, integração de sistemas, exaustão, despoeiramento e transporte pneumático.
Essas soluções podem atender diferentes etapas, desde o recebimento e movimentação de matérias-primas até armazenagem e processamento.
Por isso, o projeto começa pela necessidade da operação, e não pela tecnologia que está na moda.
Sua operação precisa ganhar controle, confiabilidade, produtividade ou eficiência?
Entre em contato com a Santec e converse com nossa equipe sobre os desafios do seu projeto.